Enquanto linguistas e liristas pensam no sorriso como linguagem universal, nos cantos do mundo onde a língua foi aplicada para apagar raízes o único idioma que todos compreendem se chama violência. Em alguns cantos desse globo o exterior é tão cruel que até mesmo para demonstrar o amor – na hora de educar os próprios filhos – ser violenta é única maneira de demonstrar cuidado. Por isso mesmo, combater a violência estrutural era o nosso maior desafio, a maior ambição do nosso plano revolucionário.
Sofrer? Você não podia. Entristecer? Você não podia. Chorar? Era impensável. Foi nesse ambiente – onde mães solteiras deixam marcas de Havaianas nas crianças para demonstrar cuidado – que necessária, e inconscientemente, rompemos os grilhões com uma modificação genética.
Necessário, pois entre nossos coloridos para o amor próprio é questão prioritária na transformação das narrativas. Inconsciente, pois a possibilidade gerada no aqui-agora foi na verdade fruto de plantações e engenhos das gerações passadas.
Nós sabíamos que uma transformação estrutural só aconteceria através da revolução tecnológica. A gente precisava implantar uma consciência de união e valorização das cores em nossa população. Mas como? A vacina colorida foi um estudo da nossa herança. Veio do Orum nossa resposta.
