Em memória
Antenor Gomes Barros Filho
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Meu pai. Trabalhador, honesto, amante do hip hop. O homem que plantou a semente de tudo o que esta escola é.

Quem foi meu pai
Meu pai foi um homem incrível. Trabalhador e honesto, do tipo que não negociava o caráter. Foi na Favela da Torre, em Diadema, que ele me ensinou a ser homem.
Foi ele quem me apresentou o hip hop e o rap. No Gol quadrado preto dele, o som era as fitas cassete do Espaço Rap. Eu ia ao lado, ouvindo, aprendendo sem saber que estava aprendendo.
Ele partiu em 23 de julho de 2009, aos 37 anos. Eu tinha 11. Mas antes de ir, ele deixou uma semente no meu coração.
O que ele me deixou
Trabalho e honestidade
Ele me mostrou, todo dia, que a gente constrói a vida com trabalho e com a palavra cumprida.
O hip hop
As fitas do Espaço Rap no Gol quadrado preto foram a minha primeira escola. O rap me ensinou que a palavra da quebrada tem força.
A Torre
Foi na Favela da Torre que ele me criou e me ensinou a ser homem. É de lá que esta escola fala com o mundo.
2009
Ele disse que eu deveria ser desenvolvedor de sistemas.
Antes de eu trabalhar com tecnologia. Antes mesmo de eu me apaixonar pela literatura. Em 2009, quando quase ninguém na quebrada falava disso, meu pai já enxergava esse caminho para mim. Ele era um visionário.
Hoje eu escrevo o código deste site. Cada aula, cada página, cada linha que está aqui nasceu daquela semente que ele plantou.
Obrigado, pai.
Este espaço é seu. A Da Quebrada pro Mundo é o sonho que você colocou em mim, ganhando o mundo.
Seu filho, Alexandre
Conhecer a história da escola