A escola

Da Quebrada pro Mundo

Uma escola de idiomas que nasceu na periferia de São Paulo e hoje ensina entre o Brasil e a Europa. Inglês, alemão e português com arte, cultura e vida real — sem pedir que ninguém apague de onde veio.

Idioma é ferramenta de trabalho e de liberdade. Não é troféu.

A Da Quebrada pro Mundo (DQPM) é uma escola de idiomas de impacto social. A gente ensina inglês e alemão para brasileiros e português brasileiro para quem vem de fora — sempre a partir de literatura, música, cinema e conversa de verdade.

O que nos diferencia não é uma tecnologia secreta: é de onde a gente parte. Cada aula assume que quem está aprendendo já tem repertório, já tem opinião, já tem história. O novo idioma entra para ampliar isso, nunca para substituir.

Por isso a escola é três coisas ao mesmo tempo: plataforma com curso estruturado no seu ritmo, sala de aula ao vivo com gente de verdade, e uma estante de obras que viram material pedagógico autorizado.

Da Quebrada pro Mundo

Origem

Começou com uma conta que não fechava.

Toda pesquisa repete que pouquíssimos brasileiros falam inglês. O que essas pesquisas não mostravam era quem ficava de fora da conta: as famílias das classes C, D e E, os moradores de favela, quem estuda em turno inverso ao do trabalho. Nunca foi falta de vontade. Era falta de acesso, de tempo e de material que falasse a mesma língua da nossa casa.

A DQPM começou como resposta prática a isso: aulas gratuitas, para testar na sala se a ideia funcionava fora da teoria. Funcionou, virou turma presencial na Casa do Hip Hop de Diadema — o mesmo território onde o fundador da escola cresceu — e depois virou plataforma, com professores que vieram das mesmas quebradas dos alunos.

Com o tempo, a travessia se inverteu. Quem estava na Europa também precisava de português: não o do manual, mas o que se fala na mesa, no rolê e no livro. Hoje a escola atende os dois lados dessa ponte com o mesmo cuidado.

Retrato de Alexandre Ribeiro em Diadema, olhando para o céu.
Fotografia: Lucas Sampaio

No que a gente acredita

Cinco princípios que aparecem em cada aula, do primeiro “oi” até o último texto escrito.

  • 01

    FUBU — For Us, By Us

    Aula feita por quem viveu o que o aluno vive. Representatividade aqui não é foto no banner: é quem escreve a lição, escolhe o exemplo e corrige o exercício.

  • 02

    O idioma do mundo, não o da propaganda

    Mais gente fala inglês como segunda língua do que como primeira. A gente estuda esse idioma real — inclusive o inglês das comunidades negras dos Estados Unidos — em vez de perseguir um sotaque que só existe em comercial de curso.

  • 03

    Arte é o conteúdo, não o enfeite

    Livro, rap, sarau, cinema e fotografia são o texto da aula. É deles que saem o vocabulário, a gramática e o assunto da conversa.

  • 04

    Pensamento crítico junto com a gramática

    Migração, trabalho, racismo, saúde mental e liberdade não são temas avançados demais para iniciante. São a vida de quem estuda — e essa pessoa merece as palavras para falar dela.

  • 05

    Ponte, não fuga

    Aprender outra língua não é deixar a quebrada para trás. É poder circular pelo mundo continuando inteiro.

Para quem a gente ensina

Três públicos, uma mesma metodologia: a De Quebra, aplicada ao ponto de partida de cada pessoa.

  • Brasileiro que quer inglês ou alemão

    Do zero ao uso real: entrevista de emprego, intercâmbio, mudança de país, internet e viagem — com professor que entende o seu ponto de partida.

  • Quem quer português brasileiro de verdade

    Para quem mora na Europa, ama a cultura brasileira ou tem família no Brasil e quer entender o idioma como ele é falado, com gíria, sotaque e contexto.

  • Escolas, coletivos e empresas

    Turmas fechadas, formações e parcerias com organizações que levam a sério diversidade, migração e acesso à educação.

Os números, sem inflar

A gente promete não inventar dado — então aqui está o tamanho real da escola, do jeito que ele é.

  • 2021

    Ano das primeiras aulas, ainda gratuitas, para testar o método.

  • 1.000+

    Pessoas que já estudaram com a gente desde então.

  • 2

    Pessoas no time. Duas mesmo: aula, plataforma e conteúdo.

Reconhecimento

Global Student Entrepreneur Awards 2023

Com a Da Quebrada pro Mundo, Alexandre ficou em segundo lugar na etapa nacional do GSEA e representou o Brasil na final global da competição.

O que a gente não promete

Escola de idioma vende milagre desde sempre. A gente prefere combinar as regras antes de você pagar qualquer coisa.

  • Fluência automática em 30 dias.
  • Certificado que ninguém aceita.
  • Número de aluno inflado ou prêmio inventado.
  • Correção de sotaque como se sotaque fosse defeito.
  • Gramática decorada no lugar de conversa real.

Onde a gente está agora

A escola funciona entre Diadema e Berlim: plataforma com cursos de português, inglês e alemão, aulas particulares online e presenciais na capital alemã, clube de leitura e uma estante de obras que viram aula. Cada frente nova nasce da mesma pergunta: isso aproxima ou afasta quem tem menos acesso?

Quem começou isso

Sobre mim

Alexandre Ribeiro · Escritor, educador e fundador da Da Quebrada pro Mundo

Alexandre Ribeiro em uma viela de Diadema.
Fotografia: Lucas Sampaio

Meu nome é Alexandre Ribeiro. Nasci em 1998 e cresci na Favela da Torre, no Canhema, em Diadema. Minha mãe trabalhava como empregada doméstica, meu pai era segurança. Foi entre os livros que eu lia com ele, os encontros da Casa do Hip Hop e a correria da quebrada que eu entendi que a palavra podia ser abrigo e também passagem.

Perdi meu pai aos 11 anos e comecei a trabalhar cedo para ajudar em casa. Atravessava a cidade para trabalhar em shopping e em hotel. Foi limpando quarto de hotel, na época da Copa de 2014, que eu comecei a aprender inglês de verdade: escutando hóspede, anotando o que não entendia e repetindo sozinho no ônibus da volta.

Escrevia no silêncio. No rap, nos saraus e na literatura eu achei um jeito de organizar o que estava vivendo — e, sem saber, já estava montando o método que a escola usa hoje.

Diadema ↔ Berlim

Um moleque-ponte entre Diadema e Berlim

Em 2016, uma bolsa para estudar jornalismo comunitário na Énois firmou a minha escrita. Em 2019, outra bolsa me levou à Alemanha para trabalhar com crianças e jovens com deficiência. Depois veio a bolsa para o Bard College Berlin, onde concluí a graduação — poucos anos depois daquele hotel onde eu tinha aprendido minhas primeiras frases em inglês. A distância não apagou a minha origem: me transformou em ponte entre territórios, línguas e histórias.

Alexandre Ribeiro observa Diadema do alto.
Fotografia: Lucas Sampaio

Capítulos de uma trajetória

  1. 2016

    A escrita encontra o mundo

    Na Énois, transformo experiências da infância em narrativa e começo a atuar com jornalismo comunitário. Depois passo a assinar colunas no Itaú Cultural e no UOL Ecoa.

  2. 2019

    Literatura e travessia

    Publico Inflorescência, de poesia, e Reservado, premiado pelo ProAC Prosas. No mesmo ano, uma bolsa de trabalho social me leva para a Alemanha.

  3. 2020–2022

    Da quebrada pro mundo

    Vendo e autografo Reservado para o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Em seguida publico o romance Da Quebrada pro Mundo, com prefácio do Emicida.

  4. 2021–hoje

    Educação que devolve oportunidade

    Crio a Da Quebrada pro Mundo para que aprender idioma deixe de ser privilégio. Começa com aula gratuita, para testar o método na prática, chega à Casa do Hip Hop de Diadema e hoje atravessa o Atlântico.

  5. 2026

    Querido Heinz

    Lanço meu primeiro livro bilíngue, em português e alemão, aprofundando a conversa artística entre Brasil e Alemanha.

Nosso lugar é onde a gente quiser estar.

Aprender uma língua não é abandonar o lugar de onde você veio. É ampliar as possibilidades de contar a própria história, circular pelo mundo e criar novas pontes — continuando inteiro.

Reconhecido pela Duolingo

Contei essa história pro público global da Duolingo

Em 2021 a Duolingo me convidou pra dividir essa trajetória no Duocon, o evento internacional da empresa por trás do app que eu usei pra aprender inglês e, depois, alemão. Foi lá, pro mundo inteiro, que eu disse:

Educação é a única forma de transformar a nossa realidade.
Assistir ao meu depoimento no Duocon 2021
Da Quebrada pro Mundo

Escritor primeiro. Educador por consequência.

Hoje, em Berlim, eu conecto meus livros, minhas experiências e a Metodologia De Quebra nas aulas de português, inglês e alemão. A arte não é decoração do curso: é o ponto de partida para conversar, pensar e usar o idioma na vida real. Escrevo de manhã, dou aula à tarde — e uma coisa alimenta a outra.

Obras

  • 2019 · Poesia
    Inflorescência
  • 2019 · Prosa · ProAC Prosas
    Reservado
  • 2021 · Romance
    Da Quebrada pro Mundo
  • Ago 2026 · PT/DE — pré-lançamento
    Querido Heinz