Carreira
Escritor de favela. Leitor do mundo.
Da Favela da Torre, em Diadema, para colunas, feiras literárias e palcos na Europa. Uma carreira feita de livro vendido de mão em mão, de texto escrito longe de casa e de muita ponte entre línguas.

Por que eu escrevo
A quebrada não é tema. É ponto de vista.
Eu não escrevo sobre a favela como quem olha de fora. Escrevo a partir dela: do corpo, da fome, do ônibus lotado, da amizade, da escola, da poesia que a gente faz no improviso. Foi assim no Inflorescência, no Reservado e no Da Quebrada pro Mundo.
Quando cheguei na Alemanha, em 2019, a minha quebrada veio junto. Comecei a escrever todo mês para o Itaú Cultural comparando castelos e favelas, Brennpunkte e periferias, a polícia daqui e a de lá. Depois vieram o UOL Ecoa, a Bossa FM e outros palcos.
Escritor de favela internacional não é contradição. É só o nome do caminho que eu fiz — e que eu quero que mais gente da quebrada faça.
Em números
- 4
livros: poesia, dois romances e um bilíngue em português e alemão
- 2.000
exemplares vendidos de mão em mão em 2019 para pagar a ida à Alemanha
- 3
veículos com coluna: Itaú Cultural, UOL Ecoa e Bossa FM
- 3
línguas em que escrevo, leio e ensino: português, inglês e alemão
Linha do tempo
Os capítulos que transformaram um moleque do Canhema em escritor lido em dois continentes.
- 1998
Favela da Torre, Diadema
Nasço e cresço no Canhema. Filho de empregada doméstica e de segurança, leio com meu pai e encontro na Casa do Hip Hop, no rap e nos saraus o primeiro lugar da minha palavra.
- 2016
Jornalismo comunitário na Énois
Uma bolsa na Énois firma a minha escrita: aprendo a transformar o que vivi em narrativa e a contar a quebrada com método.
- 2017
Finalista do Prêmio Jabuti
Como coautor do Prato Firmeza, guia gastronômico das quebradas de São Paulo feito por jovens jornalistas da periferia com a Énois, chego à final do Jabuti, o prêmio mais tradicional da literatura brasileira.
- Até 2018
Bastidor da cultura no Laboratório Fantasma
Trabalho como assistente de produção na empresa do Emicida. Vejo de perto como a arte da periferia vira obra, público e mercado.
- 2019
Inflorescência e Reservado
Publico o livro de poemas Inflorescência e o romance Reservado, vencedor do ProAC Prosas. O lançamento de Reservado é no Itaú Cultural, em São Paulo.
- 2019
2.000 livros de mão em mão
Vendo dois mil exemplares, um a um, para bancar a viagem. Em agosto chego à Alemanha com uma bolsa de trabalho social e começo a coluna mensal Da Quebrada pro Mundo no Itaú Cultural.
- 2020
Reservado nas mãos do presidente de Portugal
Na Feira do Livro do Porto, vendo e autografo Reservado para Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal.
- 2021
Duocon, para o mundo
A Duolingo me convida para contar minha história no Duocon, o evento global da empresa, no mesmo palco que o Trevor Noah.
- 2021
Reservado ganha nova edição
Reservado volta às livrarias em nova edição pela Arolê Cultural.
- 2022
Da Quebrada pro Mundo, o romance
Lanço meu segundo romance, uma ficção afrofuturista escrita na Alemanha, com prefácio do Emicida e premiada pelo ProAC.
- Berlim
Bard College Berlin
Com bolsa, concluo a graduação no Bard College Berlin, poucos anos depois do hotel onde aprendi minhas primeiras frases em inglês.
- 2024
Coluna bilíngue e CUFA Deutschland
Levo a coluna Da Quebrada pro Mundo para a Bossa FM, em português e inglês. No mesmo período presido a CUFA Deutschland, braço da Central Única das Favelas na Alemanha.
- 2025
Prêmio da ONU com a CUFA
Em Roma, sou um dos representantes da CUFA na entrega do UN SDG Action Award, na categoria Resiliência, conquistado pela CUFA Global.
- 2026
Querido Heinz
Lanço meu primeiro livro bilíngue, em português e alemão, contemplado pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc): uma conversa direta entre a quebrada e a Alemanha.
Colunista
Desde 2019 escrevo de fora do Brasil sobre o que a quebrada me ensinou a enxergar: desigualdade, racismo, memória, pertencimento e o que é ser favelado do outro lado do oceano.
- 2019 — 2020Itaú CulturalColuna mensal Da Quebrada pro Mundo, em parceria com a Fundação Tide Setubal. Os primeiros textos escritos da Alemanha.Abrir
- ColunistaUOL EcoaNo Ecoa, o canal do UOL dedicado a quem transforma a realidade, escrevo sobre educação, favela e a vida de imigrante na Europa.Abrir
- 2024Bossa FMA coluna ganha versão bilíngue, em português e inglês, para fortalecer vozes e narrativas da periferia na diáspora brasileira.Abrir
Da Quebrada pro Mundo no Itaú Cultural
Alguns dos textos publicados. Todos em português.
- 12 de ago. de 2019Qual é a semelhança entre castelos e favelas?
- 09 de set. de 2019Aprendizados de um favelado na Alemanha
- 14 de out. de 2019A polícia e as aranhas na cabeça
- 13 de jan. de 2020O Brasil – de fato – representado no exterior
Ver mais 5 colunas
Quatro livros, uma mesma pergunta: quem tem o direito de contar a própria história?
- 2019
Inflorescência
Poesia
Meu primeiro livro. Poemas da quebrada, vendidos de mão em mão para pagar a ida à Alemanha.
- 2019
Reservado
Romance · Miudeza (2019) e Arolê Cultural (2021) · ProAC Prosas
A epopeia-cotidiana da vida na periferia, contada pelas vidas que se passam nas janelas. Um menino da favela que se protege da violência com a imaginação. Lançado no Itaú Cultural e levado até o presidente de Portugal.
Conhecer o livro - 2022
Da Quebrada pro Mundo
Romance afrofuturista · ProAC · prefácio de Emicida
Quando as favelas brasileiras se tornarão internacionais? Um Brasil revolucionado pela vacina da cor, contra o vírus do racismo, visto pela história de amor entre dois jovens negros.
Conhecer o livro - 2026
Querido Heinz
Bilíngue · português e alemão · PNAB
Migração, memória, liberdade, saúde mental, racismo, guerra e responsabilidade. Meu primeiro livro nas duas línguas em que eu vivo hoje.
Conhecer o livro
Design editorial
O livro como objeto
Meus livros não são só texto. Cada um ganhou um projeto gráfico pensado a partir da quebrada, assinado pelo designer Lucas Rodrigues e equipe.
- Reservado · Miudeza · 2019
As vidas que se passam nas janelas
A identidade visual nasce do olhar para as miudezas que nos contornam: a rispidez do asfalto escuro, o granulado de cores dos tijolos e, sobretudo, as vidas que habitam entre vidros e janelas.
Lucas Rodrigues (design e direção de arte) · Gabriel Jardim (ilustração) · Kahmi Oliveira (fotografia)
Ver o projeto no Behance - Da Quebrada pro Mundo · Editorial · 2022
Um passaporte para o mundo
A capa parte do passaporte brasileiro azul, personalizado com letterings, como se fosse o caderno de viagem do protagonista. Cada capítulo lembra um bilhete de trem antigo, e a história nasce de uma frase de Millôr Fernandes: “O Brasil tem muito passado à frente de seu futuro”.
Lucas Rodrigues (identidade visual) · Leandro Assis (capa e letterings) · Pablito (ilustrações) · Renan Santa Terra (3D)
Ver o projeto no Behance
Palcos e travessias
A literatura que nasceu no Canhema já circulou por São Paulo, Frankfurt, Porto, Berlim, Roma e pelo público global da Duolingo.
- São Paulo · 2019Lançamento de Reservado no Itaú Cultural
Meu romance de estreia lançado na casa que publicava minha coluna.
Abrir - Frankfurt · 2019Feira do Livro de Frankfurt
Entre os autores brasileiros da programação da maior feira de livros do mundo.
Abrir - Porto · 2020Feira do Livro do Porto
Reservado vendido e autografado para o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
- Online · global · 2021Duocon, da Duolingo
Minha história de aprendizado de idiomas contada para o mundo, no mesmo evento que o Trevor Noah.
Abrir - Roma · 2025UN SDG Action Awards
Um dos representantes da CUFA na entrega do prêmio da ONU na categoria Resiliência, conquistado pela CUFA Global.
Abrir - BerlimA Terceira Margem do Reno
Convidado do podcast da revista Quatro Cinco Um sobre brasileiros na Alemanha.
Abrir - DiademaDJA Talk
De volta à cidade onde tudo começou, para conversar sobre literatura e travessia.
Abrir

O que escreveram sobre essa caminhada
Reportagens, entrevistas e perfis. Os títulos aparecem como foram publicados.
- Agência Mural · 2019Escritor de Diadema vende livros de mão em mão para ir à AlemanhaAbrir
- Agência Mural · 2020“Nosso lugar é onde a gente quiser estar”, diz o escritor Alexandre RibeiroAbrir
- Agência MuralA realidade de um favelado em uma universidade na EuropaAbrir
- PublishNews · 2019Frankfurt discutirá a arte nos tempos de BolsonaroAbrir
- PublishNews · 2019Autores brasileiros em FrankfurtAbrir
- Duolingo · Duocon · 2021Depoimento no evento global da DuolingoAbrir
- UOL Ecoa · 2022Da Favela da Torre, escritor foi pra Alemanha e criou curso de inglêsAbrir
- Quatro Cinco Um · A Terceira Margem do RenoEp. 2 — Ninguém pode me negar o pertencimento a essa cidadeAbrir
- AGEMT · PUC-SPAutor brasileiro leva literatura periférica “da quebrada pro mundo”Abrir
- Cena BerlimPerfil: Alexandre RibeiroAbrir
Escritor primeiro. Educador por consequência.
Tudo o que está nesta página entra nas aulas da Da Quebrada pro Mundo: os livros viram leitura, as colunas viram conversa e a travessia vira método.
