PIXOTE
20 DE FEVEREIRO DE 2009. A noite de quinta para sexta-feira passou em um piscar de olhos. Aguardando a Bárbara e a Luana no corredor que dá acesso à quadra, estávamos eu e o Douglinhas. Ficamos lá somente durante uns dois minutos e sentimos uma energia estranha no ar. Olhei para o lado com o grito do Douglinhas.
— E aí, seu arrombado! Tá vendo meu pé, não?
Nem deu tempo de eu entender o que estava acontecendo e tomei um mata-leão. O Pixote começou:
— Aê, cabelo de bombril. Cê acha que é quem? Presta atenção na sua caminhada, truta. Fica dando ideia na... – interrompido por nossas salvadoras, ele parou de me enforcar.
— Sai daí, Pixote, deixa o moleque em paz!
Arrumei minha camiseta que ficou bagunçada, e quando pensei em perguntar o porquê da agressão a professora veio com o apito em nossa direção. Eu e o Douglinhas olhamos pras minas e esquecemos de tudo o que aconteceu. Nosso foco era o plano.
— É agora!
