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Kapitel VIII · Alexandre Ribeiro

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Kapitel VIII

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A FESTA DA FIRMA

31 DE DEZEMBRO DE 2009. Acredito que posso sintetizar esse ano com a palavra "estranho". Começaram a aparecer alguns pelos no meu rosto, as espinhas começaram a lotar minha cara e toda essa estranheza se intensificou com minha solidão. Esse sentimento de estar sozinho no mundo causa umas coisas malucas na gente.

Todo e qualquer momento estou reparando na silhueta das mulheres pelas ruas. Estou sentindo uma atração pelo corpo feminino que antigamente eu não sentia. Até tentei conversar com o Douglinhas sobre essas coisas novas que me acontecem, mas ele ficou meio estranho. Acho que ele não queria falar.

É complicado e constrangedor falar isso a céu aberto. Graças a Deus que meu caderninho me acompanha. Quando eu tinha uns 9 anos de idade, ouvi os moleques da minha rua falarem do assunto: "Punheta". Com aquela idade eu pensava que o beijo era uma coisa nojenta e não passava nem perto da ideia de gostar de meninas.

Não deu outra. Quando o assunto começou, fui correndo para casa.

Se lá atrás eu soubesse que educação sexual poderia mudar minha vida, teria ficado. Mas não. Por não saber de nada o que eu tenho é a estranheza. Um assunto que não domino é um assunto estranho. Esse é um assunto estranho. O meu corpo.