Da Quebrada pro Mundo

Kapitel 7 · Alexandre Ribeiro

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Kapitel 7

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A frase mais clichê sobre a vida e as viagens é que 'o sentido se encontra no caminho e não no destino', correto? Entretanto, grande parte das pessoas que adoram dizer que tudo na vida é um 'clichê', são aquelas que projetam muitas de suas frustrações e medos nos desejos dos outros. Esquecem de olhar para as cores no meio do caminho e de encontrar a beleza nas coisas mais pequenas do cotidiano. E assim – encontrando as belezas nas coisas pequenas do cotidiano – essa foi a maneira que os Deuses e as Deusas escolheram de abençoar o pobre, a maioria do nosso povo colorido brasileiro.

Com a fascinação no sentido mais bonito e puro da palavra 'infantil', Luiz e Thomas chegaram no pequeno Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo. Encantados feito crianças. O aeroporto em si não era nenhum grandioso feito da engenharia ou da arquitetura, na verdade, era um prédio muito mais funcional do que esteticamente agradável.

Por exemplo, por ser um aeroporto acessível tanto de ônibus como de carro, as portas principais eram pequenas e serviam a função de intimidar, de causar claustrofobia nos passageiros mais desavisados, já que ao descer do ônibus você dava de cara com o corredor de concreto gigante e as portas pequeninas em formato de funil.