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Querido Heinz

Nota histórica e literária sobre a Rosa Branca · Alexandre Ribeiro

Sumário

Nota histórica e literária sobre a Rosa Branca

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A Rosa Branca, em alemão Die Weiße Rose, foi um grupo de resistência formado principalmente por estudantes e jovens intelectuais em Munique durante a Segunda Guerra Mundial. Entre seus nomes mais conhecidos estão Hans Scholl, Sophie Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf, Christoph Probst e o professor Kurt Huber.

Entre 1942 e 1943, o grupo escreveu, imprimiu e distribuiu panfletos contra o regime nazista, contra a guerra e contra a obediência silenciosa diante da violência de Estado. Seus textos circularam clandestinamente e chamavam estudantes, intelectuais e cidadãos alemães à responsabilidade moral.

Em fevereiro de 1943, Hans e Sophie Scholl foram presos após distribuírem panfletos na Universidade de Munique. Pouco depois, eles e Christoph Probst foram condenados e executados.

Segundo diversos relatos associados à memória da Rosa Branca, Hans Scholl teria dito antes de morrer: “Es lebe die Freiheit!” — “Viva a liberdade!”.

No romance, essa frase atravessa o texto como chamado, eco e ferida: não como ornamento histórico, mas como pergunta dirigida ao presente. Outros membros e apoiadores também foram perseguidos, presos e mortos. Com o tempo, a Rosa Branca tornou-se um dos símbolos mais conhecidos da resistência alemã ao nazismo.